Implantação de terraços em assentamentos vizinhos ao Parque Águas do Paraíso garante preservação do solo e produção hídrica à população local

A iniciativa surgiu da assinatura de convênio celebrado entre a Semad e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O objetivo da parceria é a implementação de atividades de conservação de água e solo, além do caráter social e educativo, com a capacitação e mobilização da sociedade local acerca da preservação da Bacia do Rio Tocantinzinho

 

Com o objetivo de ampliar as atividades de preservação e desenvolvimento sustentável na região da Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) já iniciou a implantação de terraços no entorno do Parque Águas do Paraíso. A Unidade de Conservação (UC) foi criada em 11 de setembro, com a presença do governador Ronaldo Caiado e da secretária Andréa Vulcanis na solenidade.

Além do parque, moradores do Assentamento Silvio Rodrigues e arredores serão beneficiados com as medidas. A secretária Andréa Vulcanis lembra que o objetivo da parceria é a implementação de atividades de conservação de água e solo. O convênio assume também um caráter social e educativo, com a capacitação e mobilização da sociedade local acerca dos aspectos inerentes à conservação ambiental na Bacia Hidrográfica do Rio Tocantinzinho.

“A Semad já deu início à implantação dos terraços em assentamentos vizinhos ao Parque Águas do Paraíso. Nosso objetivo é promover junto às famílias assentadas a conservação do solo e produção de água. Com isso, garantimos que essas pessoas possam produzir de forma adequada, sem causar assoreamento e danos ao Rio dos Couros, que abastece a Unidade de Conservação”, relata a secretária Andréa Vulcanis. 

O Seu Francelino, por exemplo, que é um dos assentados do Silvio Rodrigues, possui uma propriedade de 22 hectares onde cultiva mandioca e milho para subsistência e também para venda. Ele comemora a implantação dos terraços por parte da Semad, que chega com a abertura do Parque Estadual Águas do Paraíso.

"Para nós a abertura do parque é excelente. Até o projeto do plantio com a curva de nível. O terraço é muito bom, pois temos um desperdício de água muito grande aqui na região. Até dói no nosso coração. E com esse projeto, não perderemos mais tanta água", comemora o morador.

Mais ações

No final do ano de 2019 a atual gestão justificou a importância do projeto e conseguiu a formalização de aditivo relativo aos prazos e alteração no plano de trabalho para que toda as ações possam ser implementadas. Com o avanço das atividades ajustes nas quantidades e valores de cada uma das atividades descritas no convênio podem ser realizados, desde que as mudanças sejam justificadas e autorizadas pela ANA.

Entre as medidas a serem implantadas, estão previstos no âmbito do convênio a realização de quatro seminários e quatro oficinas visando a sensibilização, conscientização e mobilização ambiental. A Semad confirma ainda o cercamento de mais 10 quilômetros de Área de Preservação Permanente (APP). Um viveiro também será implantado, com capacidade de produção de 70 mil mudas por ano.

Como medida de reflorestamento, o convênio com a ANA prevê ainda o plantio e manutenção de 70 mil mudas de plantas nativas do Cerrado em áreas degradadas. Serão readequados, ainda, 2,5 quilômetros de estradas vicinais e construídos 200 quilômetros de terraços. O convênio tem como área-alvo a bacia hidrográfica do Rio Tocantinzinho, que engloba a área do Parque Águas do Paraíso, criado em setembro pelo Governo de Goiás. O valor total de investimentos é de aproximadamente R$ 2,1 milhões.

Águas do Paraíso

O Parque Águas do Paraíso é uma Unidade de Conservação (UC), gerida de forma compartilhada pelo Governo de Goiás e pela Prefeitura de Alto Paraíso, que abrange uma área de aproximadamente 5 mil hectares, na região turística das Cataratas do Rio dos Couros. A secretária Andréa Vulcanis define a criação do parque como um momento histórico, que põe fim à espera de 20 anos.

A criação do parque se ancora na urgência de livrar o espaço de pressões de invasores e criminosos ambientais, que ameaçam o local com a introdução de espécies exóticas, queimadas, desmatamento ilegal e atividades de mineração sem licenciamento. Cenário este que, a partir de agora, será substituído por respeito à natureza e fortalecimento do turismo.

Nas últimas duas décadas, governos estaduais e municipais tentaram implantar a reserva, porém sem sucesso. Neste ano, a Semad estruturou a proposta de criação do parque, amparada em uma lei federal de 2011, que fixou normas para a cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e municípios nas ações administrativas de proteção ao meio ambiente.

A titular da Semad, Andrea Vulcanis, reforça que, com a criação do parque, é possível estabelecer os limites definitivos para a área protegida, promover a recuperação das degradadas e controlar o uso público da região. Serão realizadas, ainda, atividades de ecoturismo, pesquisas científicas, além da sensibilização, conscientização e educação ambiental.

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