Fiscalização da Semad no entorno do Parque Estadual da Mata Atlântica combate a pesca ilegal durante a Piracema

Fiscais percorreram os rios Piracanjuba, Corumbá, Lago das Brisas e o início do Rio Paranaíba. De acordo com a Instrução Normativa 002/2020, de 1º de novembro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021 fica instituída cota zero de transporte de pescado em todas as bacias hidrográficas do Estado de Goiás, com o intuito de preservar a reprodução das espécies aquáticas

Equipes da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) estiveram na região do Parque Estadual da Mata Atlântica (Pema), localizado no município de Água Limpa, em ações de fiscalização contra a pesca ilegal. Entre os dias 20 e 24 de janeiro foram lavrados autos de infração, apreendidos materiais predatórios como redes e tarrafas, além de trabalho pedagógico de orientação acerca da necessidade de preservação das espécies.

Nas imediações do Pema, os fiscais percorreram, via náutica, os rios Piracanjuba, Corumbá, Lago das Brisas e o início do Rio Paranaíba. Segundo frisa o gerente de Fiscalização e Emergências Ambientais (Gefea) da Semad, Rodrigo Pinheiro Bastos, em Goiás está em vigor o período de defeso, conhecido como Piracema. “De acordo com uma Instrução Normativa, de 1º de novembro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021 a cota é zero de transporte de pescado em todas as bacias hidrográficas do Estado de Goiás”, ressalta.

De acordo com a IN 02/2020, nesse espaço de tempo fica proibida a pesca em rios e lagos de todo o Estado de Goiás, como conta o superintendente de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável da Semad, Robson Dizarz. “Nesse período a Secretaria intensifica ainda mais as ações de fiscalização com o objetivo de assegurar a manutenção da reprodução das espécies”, conta o superintendente.

Segundo a secretária Andréa Vulcanis, toda articulação em torno do tema é essencial. “É importante a intensificação das ações de fiscalização e também de orientação para que o período da piracema seja respeitado e a sociedade tenha consciência da importância da preservação”, afirma a secretária ao ressaltar também que, além do aspecto ecológico e ambiental, os rios são fonte de alimento e renda para milhares de famílias goianas. “Sem o respeito ao período de reprodução, esta cadeia sustentável é quebrada e enfrentamos o desequilíbrio e a escassez”, afirma.

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